Dias de Verão
Ela corria afoita para casa. Pisava por folhas. Qualquer tipo de folha. Achas que prestava atenção? Evitava pequenos galhos. Mais folhas. Sabia do barulho, mas como escutá-lo? Não podia atentar neste detalhe. Sabia que estava atrasada e que sua mãe novamente reclamaria desses longos passeios, onde sempre perdia a hora por causa dos bichinhos ou da paisagem. Por que perde tanto tempo com o céu? Céu é céu! Azul ou cinza. Amplo. Mas é céu! Ao abrir o portão e, então, entrar em terras conhecidas sentiu uma mão puxando seu braço com força. Como um corpo que volta sem muito querer ao instante anterior. Onde estavas? Ontem disseste que passaria o dia comigo, que ficaríamos juntos. O que está acontecendo? E ela nada respondia. Muda de boca aberta, fazendo esforço para soltar seu braço daquela mão forte. Sem força, sem anseio algum de tirar a sua pele do contato dele. Duas energias agindo e um conflito namorando o cenário. Me largue! Quando fez isto iniciou uma corrida sem sucesso. Parou, em ...